Ilhotas pancreáticas
Insulae pancreaticae
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- Localização:
- Dentro do pâncreas
Função
Um milhão de ilhotas de Langerhans, que representam 1–2% da massa pancreática, regulam a glicose do corpo. As células beta (70%) secretam insulina poucos minutos após a glicose subir depois da refeição, promovendo a captação celular; as células alfa (20%) secretam glucagon no jejum para liberar glicose armazenada; as células delta ajustam a atividade das outras com somatostatina.
Cada ilhota é um pequeno órgão com uma rede própria de capilares que envia hormônios diretamente à veia porta. Assim, o fígado os recebe primeiro e extrai cerca de 50% da insulina portal antes que ela alcance a circulação sistêmica.
Irrigação sanguínea
Ramos das artérias esplênica e pancreaticoduodenais; cada ilhota possui uma rede capilar densa.
Inervação
O estímulo colinérgico vagal aumenta a liberação de insulina; a adrenalina simpática a suprime, contribuindo para a hiperglicemia da resposta de luta ou fuga.
Relevância clínica
- Diabetes tipo 1
- A perda autoimune de células beta exige insulina desde o diagnóstico, geralmente em pessoas jovens.
- Diabetes tipo 2
- As células beta das ilhotas se esgotam diante da resistência dos tecidos à insulina; o excesso de glucagon agrava a hiperglicemia.
- Insulinoma
- Tumor raro das células beta que causa episódios de hipoglicemia aliviados pela alimentação; o diagnóstico envolve jejum supervisionado.
Condições relacionadas
Referência anatômica educativa, não orientação médica. Sobre este conteúdo.